Dicas para quem quer abrir ou expandir sem correr riscos

 

A rede de franquias representa uma oportunidade de crescimento rápido e seguro para expansão dos negócios e consolidação da marca no mercado. 

 

Embora seja um campo cheio de oportunidades, esse tipo de empreendimento, assim como os outros, exige muita cautela e conhecimento. O franqueador precisa ter atenção para evitar prejuízos e não por em risco a expansão da rede.  

 

Conhecimento sobre as normas que regem uma franquia: este  é o primeiro passo para investir no negócio. A Lei de franquias institui regras relativas ao contrato de adesão para a instalação de novas unidades de operação a partir de uma rede de franchising.     

 

Trata-se de um um instrumento legal que fornece todas as informações necessárias que o franqueador deve fornecer ao franqueado para que esse, possa tomar uma decisão consciente e com conhecimento no momento de investir no negócio. 

 

São apenas 11 artigos, para os quais o investidor deve dar toda atenção às regras antes de ingressar no mercado de franquias. 

 

Entre os principais pontos abordados estão: 

  • Conceito legal
  • Circular de oferta de franquia ( COF)
  • Segurança juridica e economica
  • Funcionamento
  • Investimento, taxas e demais obrigações
  • Outros franqueados e exclusividade
  • Documento de contrato

 

Depois de conhecer e ficar a par de todas as informações relacionadas a Lei de franquias, é necessário definir algumas estratégias que também serão fundamentais para o sucesso do negócio, bem como para expansão. 

 

Crescer é o principal alvo de quem investe em franchising, é por isso que empreendedores optam por formatar seus negócios em uma rede de franquias. Expandir uma franquia significa vender o negócio a potenciais investidores.

 

Além de ser um negócio atrativo aos olhos dos investidores, a franquia deve estar com todas as suas adequações em dia, sobretudo, sob o ponto de vista estrutural e jurídico para que, futuramente, não haja problemas e a imagem da rede e sua reputação no mercado não fique prejudicada.  

 

Estude os aspectos jurídicos para expansão

 

 

A relação profissional entre franqueado e franqueador é um dos pilares que garantirão o sucesso da expansão de uma rede. Existem direitos e deveres de ambas as partes que são estabelecidos e regulamentados juridicamente por meio da COF: Circular da Oferta de Franquia.

 

O COF é o documento mais importante, pois apresenta informações econômicas; jurídicas e operacionais da empresa ao novo franqueado. 

 

Do pré contrato: Trata-se de um contrato provisório, assinado por franqueador e franqueado interessado, nele, constam dados do contrato definitivo. Ele serve inclusive como um respaldo caso haja desistência de assinar o contrato definitivo por um das partes. 

 

Finalmente o contrato: o contrato de fato inclui todos os direitos e deveres de ambas as partes na franquia.  

Por falar em direitos e deveres , cabe aqui uma observação importante; entra em vigor no final do mês de março a Nova Lei de Franquias (PL 4386/12) que tem o objetivo de modernizar o setor de franchise.

No post Entenda as alterações da Nova Lei de Franquias, você fica a par das principais mudanças e pode adequar sua franquia às novas exigências.

 

 

 

 

Planeje uma expansão possível financeiramente 

 

Não importa se o investimento para expansão parta de fora, ou seja do franqueado, a estrutura é essencial para que seja comercializável. Numa franquia é fundamental que os processos estejam padronizados. 

 

Investir em treinamento é uma responsabilidade do franqueador, além disso, é preciso ter ferramentas para assessorar e dar suporte aos franqueados. 

 

Tudo isso exige dinheiro, porém, antes de investir dinheiro, vale uma análise de franqueabilidade do negócio. Através desse estudo, é possível verificar quais mudanças serão necessárias para que a franquia seja vendável. 

 

Com formato já pronto, pode-se partir para estratégias do plano de expansão da franquia.levando em conta especialmente os mercados a serem explorados.   

 

Desenvolva a capacidade de passar o conhecimento

 

Capacitar e transmitir conhecimento aos novos franqueados também é tarefa do franqueador, afinal, numa rede de franquias é necessário manter o padrão em todos os processos. Isso só é possível através da transferência de know how, ou seja, conhecimento.    

 

Programas de treinamento possibilitam a transmissão de conhecimento para que a administração seja feita de maneira adequada e seguindo o modelo da franquia. 

 

A presença do franqueador nas capacitações e o domínio sobre as informações passam a imagem de um gestor qualificado, por isso, estudo e atualização sobre as tendências do mercado nunca são demais. 

 

Essa prática permite que o franqueado além de adquirir conhecimento, sinta-se confiante com relação ao franqueador e à gestão da franquia.       

 

Estabeleça um bom canal de comunicação com os franqueados

 

A relação de confiança entre franqueadores e franqueados que abordamos no item anterior deve ser constante. A comunicação estabelece um elo fundamental para garantir o sucesso dessa relação e, consequentemente, da franquia. 

 

Para isso, é importante investir em um sistema de comunicação que permita o tráfego e troca de informações relacionadas à consumidores, gestão de funcionários, e sobre a demanda de suporte durante o cotidiano das lojas.

 

Além de facilitar o alinhamento de informações, o canal de comunicação pode ajudar a agilizar processos e tornar a gestão mais eficiente. 

 

Invista em capacitação para os franqueados

 

Manter o padrão de atendimento ou qualidade de um produto ou serviço é um dos maiores desafios das franquias, afinal, embora estejam espalhadas na maioria das vezes em regiões diferentes, elas precisam manter a singularidade e as características da marca.

 

As mudanças podem ocorrer em meio à gestão operacional. Todas as alterações devem ser incorporadas no padrão de todas as unidades, portanto, além do treinamento inicial, será necessário atualizar o material para que seja possível aprimorar o conhecimento. 

 

Acompanhe o desenvolvimento das redes

 

Com muito esforço e depois de um longo e significativo investimento, você finalmente direcionou sua franquia para o nível de expansão que almejava. 

 

Nesse estágio, você pode ficar um pouco mais tranquilo, mas atenção, a dica é não deixar de acompanhar as redes. 

Através desse acompanhamento, você poderá antever crises, comparar resultados entre unidades e tomar as melhores decisões. 

 

Os custos de uma franquia

 

Até aqui, falamos sobre a parte de gestão e planejamento das franquias, agora vamos tratar de um aspecto fundamental e talvez o mais importante a ser analisado por quem planeja se tornar um franqueado, os custos. 

 

Entrar de forma segura e consciente nesse tipo de negócio requer antes de mais nada conhecimentos acerca dos custos que envolvem uma franquia. O conhecimento superficial e a atratividade das franquias podem levar a armadilhas e surpresas desagradáveis. 

 

Então vamos lá! Levantamos aqui os principais custos para que você possa se ater aos números que envolvem o investimento e evitar problemas com fluxo de caixa 

 

Taxa de franquia

 

A taxa de franquia é o valor pago pelo franqueado para que se tenha acesso ao know how, força da marca e treinamento do franqueador. Esse custo é o mais elevado para aquisição da franquia. 

 

Investimento com ponto inicial e instalações

 

Esse é um dos principais itens abordados na lista de custos de uma franquia. Com  exceção do modelo de franquia home based, o custo com ponto comercial pode alcançar ou até mesmo superar o custo da taxa de franquia. 

 

Saber escolher o ponto comercial é um dos principais desafios, já que o ponto influenciará diretamente no faturamento. O ideal é que haja um equilíbrio entre o valor investido e o retorno desse investimento.   

 

Gastos com formação de estoque inicial 

 

Quando se pensa em custos com franquia, muitos empreendedores não levam em conta os gastos com formação inicial de estoque, o que é curioso, se levarmos em conta que este item pode alcançar valores bem elevados, especialmente no caso dos segmentos cujo produto tem alto valor agregado, como setor de cosméticos, por exemplo. 

 

Nesses casos, principalmente, o investimento para formação de estoque e fluxo de caixa gerado pelas vendas precisa ser muito bem analisado para que haja um planejamento da reposição desse estoque, sem esquecer que essa relação afetará a definição do capital de giro necessário para abrir a franquia. 

 

Nesse momento, a participação de um especialista da área contábil é fundamental para alinhar as contas e metas em frente ao negócio que requer planejamento contábil sobretudo. 

 

Capital de giro

 

Acima, fizemos uma rápida menção sobre o capital de giro, mas claro que ele merece uma  abordagem à parte, pois trata-se de um tópico de extrema importância para a análise dos custos que envolvem uma franquia. Então vamos lá.

 

O capital de giro é o valor necessário para manter o dia a dia do negócio. Aqui entram as despesas com relativas à taxas de franquias, encargos sociais, folha de pagamento e outras despesas fixas.    

 

De modo geral, as franquias determinam que o franqueado tenha capital para até seis meses e dependendo do caso, até para um ano de funcionamento.

 

Por isso, é importante que o franqueado conte com a ajuda de uma assessoria contábil para estudar cada um desses pontos e avaliar com maior segurança a viabilidade do negócio. 

 

Taxa de royalties 

 

Conhecer e saber quais são os custos de uma franquia que se repetem mensalmente é mais um detalhe que não pode ficar fora da análise. Entre elas, destaca-se a taxa de royalties cobrada pelo franqueador.   

 

Em resumo, essa taxa é cobrada por diversos franqueadores pelo suporte operacional fornecido aos franqueados. Em alguns casos ela será calculada de acordo com o faturamento da unidade franqueada e em outros casos pode ter valor fixo.  

 

Taxa de propaganda

 

A taxa de propaganda é um outro custo da franquia que muitos empreendedores acabam deixando de fora de suas planilhas de custo. Essa taxa é cobrada pelas ações de marketing realizadas pelo franqueado.   

 

É preciso levar em consideração que o franqueado também pode fazer suas próprias ações de marketing, sejam elas locais ou mesmo campanhas de divulgação pela internet.  Então, na hora de efetuar os cálculos, esses custos não podem ser esquecidos. 

 

Custos colaterais de franquia

 

Para finalizar a lista de custos de uma franquia, incluímos neste artigo o custos que não estão visíveis, mas que existem , por isso, são conhecidos como custos colaterais de franquia, já que não ficam aparentes como os demais.  

 

Eles se referem aos gastos com serviços advocatícios, contadores, taxas de licença e outros. 

 

A maioria dos custos listados aqui, não podem ser atenuados ou negociados e o empreendedor precisa avaliar se terá fôlego para gerir a franquia sob ponto de vista financeiro. 

 

Apto e preparado para empreender e se tornar franqueado, com certeza precisará contar com os serviços que compõem os custos colaterais da franquia. Essa escolha vai definir as chances que o empreendedor terá ou não para reduzir custos. 

 

Custos contábeis 

 

 Além de todos os custos citados anteriormente, é necessário ainda, pagar pelos custos contábeis. 

 

Antes de saber quais são esses custos, é imprescindível ter um contador, pois ele vai avaliar todas as possibilidades, identificar os riscos e apontar as melhores alternativas para reduzir e até eliminar as variáveis que podem resultar em eventos desfavoráveis ao negócio. 

 

Abrir uma empresa envolve obrigações e essas obrigações geram custos. Listamos aqui os principais gastos que fazem parte da abertura de uma empresa. : 

 

Custos fiscais

 

Esse custo vai depender da região onde a empresa será aberta,  já que cada Estado tem suas taxas e diferentes políticas de incentivo. Vale ressaltar mais uma vez que, para não errar, além de se informar previamente, a despesa com consultoria de um advogado e contador são fundamentais. 

 

Além dos custos fiscais somam-se quatro custos dos quais não dá pra livrar-se ao abrir uma empresa, 

 

  • DARE: Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais
  • DARF: Documento de Arrecadação de Receitas Federais
  • Junta Comercial: taxa destinada ao registro público da empresa
  • Certificado Digital: exigido de empresas que emitem nota fiscal eletrônica para confirmar a sua autenticidade.

Ao somar, verificamos que apenas essas quatro taxas resultam num gasto aproximado de R$ 400 – valor sobre o qual devem ser acrescidos os honorários contábeis, por exemplo: 

 

Capital inicial: declaração do capital social ,ou seja, valor total a investir para que a empresa se sustente. 

 

Investimento inicial: custo relacionado à compra e instalação de equipamentos essenciais para o início das atividades..

 

Vale lembrar que, cada tipo de empresa envolve custos diferentes. No caso do microempreendedor individual (MEI) por exemplo, não há pagamento ao abrir a empresa, mas uma taxa mensal. 

 

Salário e pró-labore: Despesa não imediata, mas que terá um peso importante entre os custos, aliás, é importante definir na fase inicial o pró-labore, salário a ser pago ao dono e sócios. 

 

Regime tributário: Os impostos não serão pagos nos primeiros dias, mas é importante definir o regime ( Lucro Presumido, Lucro Real e Simples Nacional) mais adequado junto ao contador.  

 

Variantes de custos: Custos variam de acordo com tipo de empresa, as obrigações e custos vão subindo de acordo com o porte do negócio que pode ser constituída ainda como Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, Sociedade Limitada ou Sociedade Anônima.  

 

A oportunidade de reduzir custos  

 

O mais interessante neste item, é que esse custo pode se tornar uma verdadeira oportunidade de redução de gastos, detalhe que pode fazer toda diferença para saúde dos negócios. 

 

A maioria dos custos listados aqui, não podem ser atenuados ou negociados e o empreendedor precisa avaliar se terá fôlego para gerir a franquia sob ponto de vista financeiro. 

 

Apto e preparado para empreender e se tornar franqueado, com certeza precisará contar com os serviços que compõem os custos colaterais da franquia. Essa escolha vai definir as chances que o empreendedor terá ou não para reduzir custos. 

 

Sabemos que,  atualmente, atuam no mercado algumas empresas de assessoria contábil e jurídica que são especializadas em franquias. 

 

A partir de uma atuação massiva e cotidiana junto aos franqueados, os especialistas que assessoram esse segmento, possuem  domínio e experiência para solucionar e sugerir as melhores estratégias para as franquias, uma vez que já estão familiarizados com a rotina.

Assessoria especializada em franquias

 

Além de entender melhor as obrigações e dores do franqueado, as empresas de assessoria especializadas em franquias, trabalham com planos especialmente elaborados para atender suas necessidades, que não são as mesmas que as das demais empresas. 

 

 

A IF Contábil, por exemplo, entende que levantar a bandeira de uma marca e cumprir com a legislação societária, fiscal e contábil próprias, além de administrar uma folha de pagamento diferenciada, exige planejamento do franqueado. 

 

Na retaguarda, ele precisa de uma assessoria contábil especializada, que ajude a reduzir gastos, não apenas oferecendo serviços com melhor custo benefício do mercado, mas  propondo também soluções. 

 

Para a IF Contábil, a busca por caminhos que reduzam o impacto financeiro é fundamental, isso claro, sem ferir os aspectos legais que envolvem a franquia.