Conheça os indicadores que auxiliam nessa trajetória  

 

O conceito para o termo “retorno”é amplo. Pode ser definido como aquilo que se espera ao final de uma aplicação de valores; apresentação de vantagens e benefícios. 

 

A filosofia grega do “eterno retorno”, abriga a ideia que, depois de milhares de anos, recomeçaria sem fim uma série de acontecimentos idêntica à precedente. 

 

Depois de vagas ponderações, pensemos o conceito de “retorno almejado” para os homens que habitam a esfera dos negócios. 

 

O retorno aqui, é aquilo que se espera alcançar em termos de receita e lucratividade para a empresa.  Estabelecer o prazo exato para o retorno dos investimentos pode ser difícil.

 

A boa notícia, é que não precisamos esperar (como na filosofia do eterno retorno) por milhares de anos para presenciar o recomeço “sem fim” de uma série de recompensas. 

 

Algumas ferramentas da área ciência contábil garantem uma “mãozinha” para que o empreendedor obtenha uma real ideia da possibilidades de retorno para o seu investimento, 

 

Neste post você vai conhecer algumas delas:

 

PRI

 

O PRI permite sair do terreno da imaginação para algo concreto, ele mostra o tempo necessário para recuperar o que se investiu. 

 

Se uma empresa tem um PRI de 2,5 anos, significa que, dois anos e seis meses após o início das atividades irá recuperar, sob a forma de lucro, tudo o que foi gasto no empreendimento.

 

O Prazo de Retorno do Investimento (PRI) é obtido sob a forma de unidade de tempo e consiste numa modalidade de cálculo inversa à da rentabilidade

 

Aqui, nada de conceitos filosóficos ou mirabolantes. A fórmula é prática e aplicável:

 

Utilizando os dados da Estrutura Gerencial de Resultados e supondo que o valor do capital aplicado seja de R$ 45.000,00 e o lucro líquido no período seja de R$ 18.000,00, temos:

 

PRI = (45000 / 18.000) = 2,5 anos (02 anos e 06 meses).

 

Embora o tão almejado retorno financeiro precise de outras variáveis para ser de fato obtido, o PRI abre uma perspectiva de prazo real para abraçar os lucros e frutos de um investimento bem estruturado.   

 

E se tudo está ligado ao ciclo inevitável de repetições como propõe o conceito filosófico do tempo, que essas repetições tragam o bom e velho retorno financeiro e que, nesse ponto,  ele seja constante, repetido e porque não, sempre melhorado.

 

Mas antes de começar a pôr em prática o PRI, vamos conhecer outros dois indicadores que, assim como o PRI dispensam o uso dos conceitos filosóficos e nos permitem lidar com dados concretos, estamos nos referindo ao ROE e ao ROIC.

 

ROE

 

Você já deve ter ouvido ou lido em algum lugar este termo, que em uma tradução livre seria o mesmo que Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RsPl).

 

Este indicador é uma das informações mais importantes (ou pelo menos deveria ser) para os donos do negócio. Afinal, o ROE (Return on Equity), como o próprio nome diz, indica o quanto que a empresa gera de retorno para cada centavo que o acionista aplica na organização.

 

Caso você empreendedor, nunca tenha ouvido falar sobre este indicador ou já leu sobre o tema e quer apenas recordar, abaixo tem um resumo do conceito:

 

Retorno sobre o patrimônio líquido (RsPl) ou como é mais conhecido na linguagem do mercado, Return on Equity (ROE), é um indicador financeiro que se refere em percentual quanto uma empresa está gerando de retorno para o capital próprio investido (dinheiro do dono).

Fórmula do ROE

 

A fórmula para calcular o ROE é bastante simples. Todavia, a empresa precisa estar com a contabilidade em dia para obter as informações que o compõe:

 

ROE = Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido

 

Falta de ROE não quebra empresa

 

Não encontramos empreendedores dizendo que quebraram por falta de ROE. De fato, o que pode quebrar a empresa é falta de caixa e outros problemas de gestão, mas não falta de ROE.

 

O maior problema relacionado ao ROE é a sensação (real) de perda de quem está investindo o dinheiro.

 

Uma frase que é comum escutarmos por aí e que você deve tomar muito cuidado é “não se preocupe, este ROE baixo é característico do segmento”.

 

O que podem ser característicos de segmentos são outras margens, como o EBITDA, Margem de Contribuição, etc.

 

O ROE nunca deveria ser baixo! Pode até iniciar ou estar em determinado período abaixo do Custo de Oportunidade, mas precisa existir uma estratégia que projete a superação do índice ao longo dos anos.

 

ROIC 

 

O ROIC Retorno sobre o Capital Investido) é muito similar ao ROE. A diferença é que enquanto o segundo está relacionado apenas ao Retorno sobre o Capital Próprio.

Este indicador é def  o retorno sobre o capital total investido, isto é, o capital próprio somado ao capital de terceiros.

 

Este é um dos mais famosos e importantes Indicadores Financeiros para Análise de Investimentos

 

Trata-se de um método muito utilizado para determinar o desempenho  financeiro de uma empresa, sendo inclusive considerado como a fonte mais confiável para tal fim.

 

É importante observar que: utilizando o indicador de Retorno sobre o Capital Investido é possível ter uma visão geral da performance financeira da empresa, mas não tem como saber especificamente quais investimentos estão gerando retorno.

 

Então, se formos resumir tudo isso, podemos dizer que o ROIC apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de gerar com o capital investido.

Calculando o ROIC

 

Para calcular o Retorno sobre o Capital Investido é necessário ter em mãos as informações apuradas sobre as demonstrações contábeis da empresa:

  • Demonstrativo de Resultados do Exercício – DRE
  • Balanço Patrimonial

 

Para encontrar o ROIC é preciso subtrair os dividendos pagos durante o ano do lucro líquido e dividir a diferença pelo capital investido. Assim, temos:

 

ROIC = NOPAT / Valor Contábil do Capital Investido

 

Análise do cálculo do Retorno sobre o Capital Investido

 

Já que o ROIC mede o retorno que uma empresa ganha com uma porcentagem do dinheiro que os acionistas investem no negócio, um retorno maior é sempre melhor do que um menor.

Assim, um ROIC mais elevado é sempre preferível a um mais baixo.

 

Uma proporção mais alta indica que a administração está fazendo um trabalho melhor, dirigindo a empresa e investindo o dinheiro dos acionistas e stakeholders.

 

Esses retornos podem vir de qualquer parte do negócio. Isso porque a equação de ROIC olha para a organização como um todo e analisa as médias de todas as atividades em conjunto no lucro líquido.

 

Por isso, olhando somente para a equação não há nenhuma maneira de saber quais investimentos estão dando mais retorno financeiro para os acionistas e quais estão puxando os valores para baixo.

Mas já dá para ter a ideia do panorama geral.

 

3 motivos para utilizar o ROIC

 

Já que entendemos como descobrir o resultado do indicador de Retorno sobre o Capital Investido, vamos analisar o porquê ele deve ser utilizado:

 

#01 – Eficiência da Gestão: o ROIC mostra o quão bem uma equipe de gerenciamento gera lucros operacionais comparados com a quantidade de dinheiro utilizado para gerar esses ganhos.

 

#02 – Esclarecimento da Demonstração de Resultados: como vimos na fórmula, o ROIC não se concentra apenas no lucro líquido. 

 

Ao contrário, ele utiliza o NOPAT, que remove itens como retorno de investimento e despesas de juros. Isso dá uma imagem muito mais clara de quanto lucro a empresa está gerando.

 

#03 – Referência e Liderança: empresas com um alto Retorno sobre o Capital Investido geralmente são líderes em seus segmentos, ou líderes emergentes.

 

3 motivos para ter cuidado com o ROIC

 

Se toda história tem duas versões, o mesmo acontece com o ROIC. Já que citamos o lado positivo, vamos ver a outra face da moeda:

 

#01 – Números contábeis são mais suscetíveis a fraudes do que os números de fluxo de caixa. Portanto, o resultado de ROIC pode ser facilmente manipulado.

 

#02 – O ROIC pode ser afetado pelas taxas de câmbio devido ao custo de capital.

 

#03 – Conforme mencionamos, com o ROIC não é possível ter uma noção sobre qual segmento do negócio está gerando valor. 

 

A consequência disso, é que também não tem como saber qual área está gerando mais despesas e assim, não tem como identificar com precisão as melhorias e ajustes que podem ser feitos.

 

Por fim…Use os indicadores em conjunto

 

O Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) é um indicador utilizado em finanças e contabilidade para medir a rentabilidade e o potencial de criação de valor das empresas, tendo em conta o montante do capital inicial investido.

 

É aconselhável que os indicadores sejam utilizados em conjunto, pois cada indicador financeiro mostra as vantagens e desvantagens de um investimento apenas por uma determinada ótica deixando de lado outras.

 

A única maneira de evitar deixar passar algo em branco, é sempre trabalhar com um conjunto de indicadores quando for realizar qualquer análise ou tomar qualquer decisão importante. 

 

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